Forte e Edifício-Sede da APFF
Em finais de novembro, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, e a vereadora Ana Carvalho fizeram soar o alarme, ao alertarem que o relatório do grupo técnico de trabalho para o litoral português punha em causa o futuro do porto comercial.
Entretanto, realizou-se uma reunião, que, entre outros, juntou os autores do estudo, os dois elementos do executivo camarário, a comunidade portuária local e o vereador da oposição Miguel Almeida, e os ânimos acalmaram-se.
“Não me parece que o relatório ponha em causa o desenvolvimento do porto”, disse Hermano Sousa (na foto), presidente da comunidade portuária, ao DIÁRIO AS BEIRAS, que se fez representar na reunião pelo vice-presidente, Paulo Mariano. “Creio que, na sequência da reunião, o grupo de trabalho do litoral ficou a entender a importância do porto”, acrescentou. Este responsável frisou, por outro lado, que o porto comercial “tem sustentabilidade económica e ambiental”, rematando que “não é minimamente verosímil pôr o futuro do porto em causa, porque isso seria regressar ao passado”. O relatório, saliente-se, propõe um estudo sobre a viabilidade dos portos da Figueira da Foz e de Aveiro, para aferir a relação entre os custos e os benefícios. Ana Carvalho saiu mais sossegada da reunião.