Vista aérea da Marina
A administração do porto da Figueira (em conjunto com a Câmara Municipal, Comunidade Portuária e agentes económicos), está a procurar “enquadramento” para que o porto seja contemplado com verbas do novo Quadro Comunitário de Apoio (QCA). «É algo que nos preocupa, mas acreditamos que a Figueira não fique de fora», disse o presidente do conselho de administração. José Luís Cacho salientou que, neste momento, o porto «não tem acesso ao Corredor Atlântico e é importante que possa aceder a essas verbas», e por isso, adiantou, «estamos a trabalhar numa estratégia integrada». Até porque, «as grandes obras foram feitas, com investimentos avultados, mas o porto tem que estar sempre a fazer investimentos e a garantia de acesso económico é fundamental para o seu desenvolvimento».
Nos fundos europeus definidos há uma linha de financiamento para a expansão da actividade portuária e estabelecem-se eixos prioritários que se inserem nesse Corredor Atlântico. Ou seja, diz por seu lado o presidente da Câmara «é uma porta com potencial de desenvolvimento para cargas e descargas (Rede Europeia de Portos)». A Figueira, sustenta João Ataíde, «poderá incluir essa rede prioritária e o objectivo é delinear um projecto que permita a sua inserção, através de fundos europeus», potencializando os portos de Aveiro e Figueira «como um porto com dois terminais», refere o autarca que vê como principal obstáculo o calado da entrada no porto, que «terá de passar de 6,5 metros para 8,5. Mas há a dificuldade de financiamento para fazer esse projecto», conclui.
Os dois responsáveis, falavam à margem do encerramento das comemorações do seu 48.º aniversário, com a entrega de prémios aos alunos vencedores do 2.º concurso de fotografia “Um dia no porto” (iniciativa que contou com a colaboração da Comunidade Portuária e Câmara, entre outros), e a inauguração da mostra desses trabalhos, no Mercado Municipal, onde ficam patentes até ao final do ano.